Sobre · Madame Sotues

Olá, eu sou a Andreia.

Sou Andreia dos Santos, artista autodidata, criadora independente e a pessoa por detrás de Madame Sotues.

Nasci em 1993, no sul de França, filha de pais portugueses, naturais de Pombal. Cresci entre duas culturas e duas línguas, com Portugal sempre presente na minha vida, especialmente durante as férias que passava em Pombal. Mais tarde, o inglês também encontrou o seu lugar.

Costumo dizer que Portugal sempre foi o meu pai e França a minha mãe. Entre os dois não faço diferença; amo os dois de forma igual. Nunca senti que tivesse de escolher entre um e outro, embora nem sempre seja fácil explicar o que significa crescer entre duas culturas.

Tenho dois países e, por vezes, sinto-me estrangeira nos dois.

Entre duas pátrias, nunca soube se me faltava uma ou se tinha uma a mais.

Talvez a minha sorte seja essa: pertencer a ambas, sem pertencer por inteiro a nenhuma.

Em 2017, decidi mudar-me para Lisboa. Em 2021, foi a vez de Pombal se tornar a minha casa.

Pelo caminho, vivi diferentes experiências, relações, trabalhos e recomeços. Conheci pessoas, descobri realidades e fui aprendendo a conhecer-me melhor. Nem sempre soube exatamente o que queria fazer, mas nunca deixei de ter vontade de evoluir, aprender e criar.

Gosto tanto de pôr as mãos na terra, cuidar da horta e dos meus animais, como de passar horas em frente a um ecrã, a explorar o mundo digital e as possibilidades que a tecnologia oferece. São mundos diferentes, mas encontro inspiração em ambos.

Sempre gostei de escrever, imaginar, observar e brincar com as palavras. A curiosidade levou-me a explorar várias formas de expressão e, pouco a pouco, as palavras começaram a transformar-se em imagens, desenhos, livros, pinturas e objetos.

A minha relação com a arte construiu-se de forma espontânea, sem formação académica nem um percurso previamente traçado. Fui aprendendo por curiosidade, explorando técnicas, descobrindo materiais e transformando erros em novos caminhos.

Foi nesse caminho que nasceu Madame Sotues.

Mais do que um nome artístico, tornou-se um espaço de liberdade, onde podia experimentar, partilhar e desenvolver as minhas ideias sem sentir que precisava de corresponder a uma definição.

Durante muito tempo, criar era algo que fazia naturalmente, sem pensar muito em como lhe chamar. Foi preciso tempo, experiência e confiança para conseguir assumir-me como artista.

E, curiosamente, foi através de Madame Sotues que comecei a reconhecer a artista que existe em Andreia.

01 / Identidade

Um nome, vários significados.

Madame Sotues não é apenas um nome artístico. É um jogo de palavras, línguas e interpretações.

Apesar da aparência feminina de MADAME, o significado que lhe atribuo não tem género.

Em inglês, MAD remete para a loucura e, em francês, ÂME significa alma. Afinal, a loucura e a alma não têm género.

MAD+ÂME

Em SOTUES, o SO inglês exprime intensidade («tão», «tanto»), enquanto o SÓ português remete para a exclusividade ou a solidão. Já TU ES, em francês, corresponde a «tu és» em português, com apenas um acento de diferença. E assim se revela «só tu és».

Gosto desta ideia de que uma palavra possa esconder outra, de que uma imagem possa contar várias histórias e de que nem tudo precise de ter uma única interpretação.

Tal como eu, Madame Sotues não cabe numa só definição.

02 / Criação

Da palavra à criação.

Aqui, comigo, a escrita encontra a imagem, o desenho conversa com as palavras e as ideias ganham forma através de diferentes técnicas, materiais e suportes.

Escrevo, desenho, pinto, personalizo, transformo e experimento. Tanto posso criar um livro como pintar uma tela, recuperar um objeto ou dar vida à ideia de outra pessoa.

Gosto de perceber como as coisas funcionam, explorar possibilidades e descobrir o que posso fazer com elas.

Por detrás de cada criação estão as minhas mãos, uma forma muito própria de olhar para o mundo e uma imaginação que não gosta de ficar quieta.

Uma ideia não tem de pertencer a uma só forma de expressão.

03 / Espírito

Humor, Poesia & Filosofia – HPF

Se tivesse de resumir o espírito de Madame Sotues em três palavras, seriam estas:

Humor

Humor, porque gosto de brincar com as ideias, surpreender e provocar um sorriso.

Poesia

Poesia, porque encontro beleza nas palavras, nos detalhes e nas emoções mais simples.

Filosofia

Filosofia, porque gosto de questionar, observar e descobrir outras formas de interpretar o mundo.

Acredito que uma criação pode fazer sorrir, emocionar ou fazer pensar. Muitas vezes consegue fazer as três coisas ao mesmo tempo.

É isso que mais me entusiasma: não apenas criar coisas, mas criar ligações, memórias e emoções.

Tenho Cá Fé, queres?

Obrigada por estares aqui e por fazeres parte deste universo.

Andreia